Alunos do Fundamental I têm aulas de educação financeira

Desde o ano passado, alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio Etapa recebem aulas de Educação Financeira a cada quinze dias, no período da manhã.

Segundo a professora responsável pelo projeto, Carolina Yoshiga, a ideia surgiu para melhorar a relação dos alunos com o dinheiro. “Alguns tinham dificuldade em conferir o troco na hora do lanche ou saber quanto estavam gastando”, exemplifica.

O Colégio também levou em consideração o Decreto nº 7.397/2010, que instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) e o Programa de Educação Financeira nas Escolas, que poderá tornar obrigatórias aulas sobre o tema.

Responsável pelas aulas e pela elaboração do material didático, Carolina conta que as apostilas foram desenvolvidas de acordo com a idade e as vivências das crianças de cada série. O conteúdo do 4º e 5º ano conta com material mais específico e foi revisado pelo professor Pablo Ganassim, que dá aulas na ESEG.

“Percebemos que antes de falar sobre maneiras de utilizar o dinheiro, era preciso trabalhar uma série de conceitos, como valor, trabalho, bem público, desperdício, reaproveitamento etc”, afirma.

Todas as apostilas apresentam material teórico que apresenta um conceito ligado à Educação Financeira e em seguida aproxima o tema de situações cotidianas dos estudantes.

No segundo ano do Ensino Fundamental, os alunos são apresentados à história do dinheiro, desde o sistema de trocas (escambo) até a criação do papel moeda.

A apostila do terceiro ano aborda o valor das coisas, já envolvendo os tópicos de economia e desperdício.

Para os alunos do quarto ano, os temas são a forma de fabricação das notas e moedas, a importância do trabalho e os problemas do consumo exagerado.

Por fim, no quinto ano os estudantes aprendem sobre investimento, orçamento, planejamento e aposentadoria.

Cada tema finalizado é sucedido por uma atividade prática, como a criação de um cofrinho, a realização de receitas para aproveitar melhor os alimentos, estudos de caso e até a simulação da abertura e gerenciamento de uma empresa.

“O envolvimento dos alunos é muito interessante. Eles começam a perceber no dia a dia as situações abordadas em aula. Tivemos alunos que até chegaram a pedir ao pai para investir em seu nome”, conta Carolina.